Entrevista da semana: Renato Orosco

Entrevista da semana: Renato Orosco

27 de junho de 2016 0 Por Iuri Iacona

Renato Orosco, que atualmente faz parte do nosso quadro de arbitragem, e co-fundador da APAEFA, terá a honra de inaugurar nossa coluna que será publicada semana sim, semana não.

Orosco é árbitro desde 2008, tem em sua carreira mais de 300 jogos, sendo 15 finais (9 estaduais e 6 nacionais). Sua maior conquista é fazer parte da fundação da APAEFA, que ocorreu em 2010. Ao seu lado estavam seus amigos e também árbitros Eduardo Zolin, Paulo Souza, André Pistarini, Renata Lakatos, Danilo Souza (atual presidente) e Helton Souza. Após a reunião, Orosco foi eleito o primeiro presidente da Associação, tendo como vice-presidente Renata.

Como surgiu a ideia de criar a APAEFA?
A ideia da APAEFA surgiu depois de um incidente em um jogo. A minha intenção sempre foi formar árbitros que não fossem jogadores. Que fossem árbitros. Era necessário deixar de ser tão amador, já que o esporte começava a ter um crescimento no país. Existia uma crise em relação a arbitragem, então fomos chamados por um dirigente que nos incentivou a cuidar apenas da arbitragem. Na época, estávamos eu, o Zolin, a Renata, o Danilo e o Helton. Nessa reunião, começamos a esboçar as ideias dessa associação. Na oportunidade eu fui escolhido como presidente, e a Renata como vice-presidente

Qual o jogo mais marcante de sua carreira?
Jogo emocionante tenho alguns. Mas, um muito marcante e muito emocionante foi a final do campeonato brasileiro… Na verdade, foi um fim de semana muito emocionante. Eu apitei num sábado, em um Couto Pereiro para 8.500 pessoas (Coritiba Crocodiles x Fluminsne Imperadores) e vim pra São Paulo depois, apitar no Estádio do Ibirapuera, pra 4.500 pessoas, Vila Velha Tritões e Corinthians Steamrollers. Foi uma coisa muito emocionante, com equipes fantásticas, um final de semana marcante na minha carreira. Meu primeiro jogo também foi uma das coisas mais emocionantes da minha carreira. Eu comecei a gostar de futebol americano na época da manchete. Quem narrava os jogos era o Marcos Alfaro e o saudoso Andre Jose Adler. E nesse primreio jogo eu tive o prazer de conhecer o Adler. Ele tinha o hábito de cumprimentar todos os árbitros, e eu já estava nervoso, e quem vem apertar a minha mão? O Adler. Depois acabou virando pra mim, um amigo querido.

Seu maior sonho como árbitro?
Meu maior sonho como árbitro, talvez não só como árbitro, mas como amante do futebol americano, é ver o crescimento do esporte oficializado. Acho que ainda faltam passos importantes pro fa no brasil, e um dos mais importantes talvez seja o reconhecimento dele pelo ministério dos esportes. Quando isso acontecer, vai ser um marco importante não só pra modalidade, mas para a APAEFA também.

Uma realização.
O futebol americano me trouxe coisas fantásticas. Conheci muita gente, ganhei muitos amigos, conheci muitos lugares… Vi pedidos de casamentos em campo, rs. Então, passei por coisas muito marcantes, muito boas na minha vida. E coisas tristes também. E mais coisas boas. Eu tenho muito a agradecer ao futebol americano e tudo que me trouxe. As amizades que fiz, são coisas muito importantes pra mim.